Bebida: quando o consumo compromete

É cada vez mais preocupante o consumo excessivo de bebidas alcoólicas em todo o mundo. Pesquisando a respeito, foram encontrados alguns estudos e levantamentos feitos no Brasil. Partes destes foram reproduzidas abaixo.

1ª parte

“1º Levantamento Nacional sobre os Padrões de Consumo de Álcool na População Brasileira”

Conforme este levantamento, “recentemente houve um grande interesse no Brasil e na América Latina sobre políticas públicas, no que tange ao uso de bebidas alcoólicas. Em parte foi devido a um aumento das evidências de que nosso continente padece de uma intensidade de problemas maior do que o resto do mundo. Em média, o consumo per capita das Américas é 50% maior do que a média mundial (Babor e Caetano, 2005)”.

Abaixo, algumas questões interessantes que foram retiradas do estudo e podem nos auxiliar a detectar excessos:

O consumo de bebidas alcoólicas é um comportamento adaptado à maioria das culturas. Seu uso é associado com celebrações, situações de negócio e sociais, cerimônias religiosas e eventos culturais. Por outro lado, o consumo nocivo de álcool é responsável por cerca de 3% de todas as mortes que ocorrem no planeta, incluindo desde cirrose e câncer hepáticos até acidentes, quedas, intoxicações e homicídios (Meloni e Laranjeira, 2004). Nos países em desenvolvimento, entre eles o Brasil, as bebidas alcoólicas são um dos principais fatores de doença e mortalidade, com seu impacto deletério sendo considerado entre 8% e 14,9% do total de problemas de saúde dessas nações (Meloni e Laranjeira, 2004; World Health Report, 2002).

O uso regular pelos adolescentes começou aos 14,8 anos e pelos adultos jovens aos 17,3 anos. Esses números foram obtidos depois de desconsiderar jovens adultos que haviam iniciado o consumo após os 18 anos, ou seja, já controlando para uma redução nas idades médias dos jovens adultos. Portanto, a tendência ao uso em idade mais precoce parece ser confirmada pelo estudo. Esse dado é importante e estudos futuros poderão mostrar se vai ser possível reverter essa tendência e se as eventuais políticas públicas em relação ao álcool alcançarão essa parte da população, que é a mais vulnerável aos problemas com o álcool. Vale a pena ressaltar também que não houve diferenças entre os sexos quanto à idade de início e ao padrão de consumo entre os adolescentes, mostrando que existe um fenômeno vigoroso ocorrendo nessa faixa etária. Pela vulnerabilidade dessa população, é fundamental monitorar de perto esse fenômeno.

Este estudo trouxe informações importantes sobre os problemas relacionados com o beber. Mostrou que cerca da metade dos que bebem apresentam problemas (abstêmios – 48%, bebem sem problemas – 29%, bebem com problemas – 23%). Os homens apresentaram mais problemas com o álcool, com 37% deles relatando pelo menos um. Os bebedores com problemas diminuem com a idade, passando de 53% na faixa dos 18 a 24 anos para 35% no grupo com mais de 60 anos. Um número maior de moradores do Centro-Oeste informou ter tido pelo menos um problema (57%), ao passo que no Sul foram 35%. Os problemas físicos aparecem como os mais citados por todos os segmentos. Do total de entrevistados, 38% disse ter problemas físicos decorrentes do álcool. Os problemas familiares vêm em segundo lugar, citados por 18% dos entrevistados. Problemas com violência foram mencionados por 23% da população mais jovem, de 18 a 24 anos. O que esses dados mostram é que o consumo de álcool é muito mais associado com problemas do que se poderia pensar.

Como, aparentemente, metade dos bebedores consome álcool num padrão de alto risco, a conseqüência é que os problemas acabam aparecendo e são estreitamente relacionados com o padrão de consumo, mais do que com qualquer característica pessoal do bebedor.

Os problemas físicos, por serem uma decorrência imediata do beber, aparecem mais freqüentemente. Estudos qualitativos poderão informar como os problemas se desenvolvem e como evitá-los.

 USO NOCIVO x DEPENDÊNCIA

São dois os tipos especiais de problema: o consumo de álcool na forma de uso nocivo e a dependência. Existem critérios objetivos para esses dois tipos de padrão, pois eles são mais associados a problemas do que os demais.

Do total da população com 18 anos ou mais, 3% disse ter problemas de uso nocivo* e 9% de dependência**.

* Uso nocivo é um padrão de consumo de álcool considerado prejudicial do ponto de vista físico, psicológico ou social e que não preenche os critérios de dependência.

**Dependência é um padrão de consumo de álcool onde além do consumo excessivo existam adaptações neurofisiológicas ao álcool significativas. Apresenta várias manifestações como sintomas de abstinência do álcool e necessidade de beber apesar das consequências negativas.

Essa prevalência é compatível com estudos brasileiros anteriores, que utilizaram metodologias diferentes. Isso torna o dado de que 12% da população brasileira tem algum problema com o álcool um bom índice em termos de saúde pública para que se possa dimensionar o custo social do álcool. Tanto o uso nocivo quanto a dependência predominam entre os homens, sendo em média quatro vezes mais comum. Portanto, ainda não se notou na população geral brasileira um fenômeno que já ocorre nos países desenvolvidos: de uma maior aproximação entre o número de mulheres e o com o álcool.

Uma das implicações dessa prevalência de 12% é que parte substancial dessas pessoas necessita de alguma forma de tratamento. Elas apresentam um diagnóstico médico de uso nocivo ou dependência e, portanto, já padecem de uma condição mórbida, que requer ação do sistema de saúde.

 O BEBER COM MAIOR RISCO

Beber na forma de “binge” : um grande problema.

Beber consumindo um volume excessivo de álcool num curto espaço de tempo é uma prática conhecida na literatura internacional como “binge drinking”, ou “beber em binge”. O termo é empregado no mundo todo para definir o “uso pesado episódico do álcool”. Esse é um tipo de beber mais perigoso e freqüentemente associado a uma série de problemas, físicos, sociais e mentais (Naimi e cols., 2003). Isso se dá pelo fato de ocorrerem, durante o episódio desse tipo de beber, importantes modificações neurofisiológicas (desinibição comportamental, comprometimento cognitivo, diminuição da atenção, piora da capacidade de julgamento, diminuição da coordenação motora, etc.). Os riscos vão desde acidentes de trânsito – o evento mais comum e com conseqüências mais graves – até o envolvimento em brigas, vandalismo e a prática do sexo sem camisinha.

Os efeitos do “beber em binge” podem ser agravados de acordo com o peso da pessoa, a idade, a rapidez com que consome, o fato de ter-se alimentado ou não e, naturalmente, o número de doses que consumiu.

Entre os homens, a maioria consome na forma de “binge” (40%) e somente a metade do consumo (26%) não ocorre nessa forma.

A freqüência pela qual esse fenômeno ocorre é comum: mais de 50% dos que bebem em “binge” o fazem pelo menos 1 vez por semana. A cerveja é responsável por 70% do beber em “binge”.

Além das medidas distintas de freqüência e quantidade de consumo, é interessante verificar qual o quadro que aparece no Brasil quando são integradas essas duas variáveis.

 Veja abaixo sobre a intensidade do beber entre os adultos:       (quantidade x freqüência)

Bebedor freqüente pesado: (bebe 1 vez ou mais por semana e consome 5 ou mais doses* por ocasião 1 vez na semana ou mais.)

Bebedor freqüente: (Bebe 1 vez por semana ou mais e pode ou não consumir 5 ou mais doses* por ocasião pelo menos 1 vez por semana, mas mais de 1 vez por ano.)

Bebedor menos freqüente: (Bebe de 1 a 3 vezes por mês e pode ou não beber 5 doses* ou mais ao menos 1 vez por ano)

Bebedor não freqüente: (Bebe menos de 1 vez por mês, mas ao menos 1 vez por ano e não bebe 5 ou mais doses* em uma ocasião.)

Abstêmio: (Bebe menos de 1 vez por ano ou nunca bebeu na vida).

*Dose:

Uma dose corresponde, na média, a uma latinha de cerveja ou chope de 350 ml, ou

Uma taça de vinho de 90 ml, ou

Uma dose de destilado de 30 ml, ou

Uma lata ou uma garrafa pequena de qualquer bebida “ice”.

Cada dose contém cerca de 10-12 g de álcool.

 O tipo de bebida mais freqüentemente associada ao “binge” é a cerveja. É também a bebida mais consumida entre os que bebem grandes quantidades. De todas as doses consumidas por aqueles que beberam em “binge” no último ano (2007), 73% foram de cerveja. Os destilados vêm em segundo lugar, com 13%, e o vinho com 12%. As bebidas “ice” representam somente 1%.

A íntegra do estudo consta no seguinte endereço: 

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/relatorio_padroes_consumo_alcool.pdf

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2ª parte

O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Políticas Públicas do Álcool e outras Drogas divulgou:

Dados comparativos dos anos 2006 X 2012 quanto ao comportamento dos brasileiros em relação ao álcool:

Fonte: http://inpad.org.br/lenad/resultados/alcool/resultados-preliminares/

Bebem 1 x por semana região Sul:

Homens:      2006         2012                                            Mulheres:      2006        2012

Bebem em Binge região Sul:

Homens:     2006 – 60%          2012 – 53%                                                 Mulheres:     2006 – 36%         2012 – 45%

Bebem em Binge país:

Homens: 2006 – 51%              2012 – 66%                                                 Mulheres:     2006 – 36%         2012 – 49%

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3ª parte

Recentemente (16.05.14) ocorreu em São Paulo o Seminário Internacional Álcool e Violência – A Influência da Indústria do Álcool, no qual foram abordados todos os vieses relativos aos maléficos do consumo da bebida.

Como primeiro encontro dos especialistas renomados no Brasil e no exterior, o que se espera é que este seja um importante passo para que possam ser implementadas medidas para evitar que o álcool comprometa o maior bem que o ser humano pode ter: A VIDA.

 Veja mais detalhes sobre o seminário: http://www.uniad.org.br/desenvolvimento/index.php/blogs/dependencia-quimica/21511-seminario-internacional-sobre-alcool-reune-centenas-de-pessoas-em-sao-paulo

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4ª parte

Jamil Chade, correspondente em Genebra – O Estado de S. Paulo – 12.05.2014

GENEBRA – O consumo de álcool no Brasil supera a média mundial e apresenta taxas superiores a mais de 140 países. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS) que, em um informe publicado nesta segunda-feira, 12, alertou que 3,3 milhões de mortes no mundo em 2012 (5,9% do total) foram causadas pelo uso excessivo do álcool. O volume é superior a todas as vítimas causadas pela aids e tuberculose.

No caso brasileiro, a diferença entre o consumo masculino e feminino é profunda. Entre os homens, a taxa chega a mais de 13 litros por ano. Para as mulheres, ela é de 4 litros. Cerca de 60% do consumo é de cerveja; apenas 4% é representado pelo vinho.

Mas o que mais preocupa a OMS são os casos de abusos no consumo. No mundo, a média é de 7,5% da população que experimentou em algum momento do ano consumo excessivo de álcool. No Brasil, porém, a taxa de pessoas que participam de episódios de consumo pesado é de 12,5%. Em um ranking de números de anos perdidos de vida saudável, o Brasil está entre os líderes.

Entre a população brasileira que bebe, um terço identificou que já abusou do álcool em alguma ocasião. A taxa é bem superior à média mundial, de 16%.

5ª parte

Foi encontrado um interessante trabalho divulgado no endereço abaixo, do qual reproduzimos alguns trechos:

http://www.uniad.org.br/desenvolvimento/images/stories/DIRETRIZES/Diretriz_lcool_verso_final_janeiro_2012.pdf

ABUSO E DEPENDÊNCIA DE ÁLCOOL 

Autoria: Associação Brasileira de Psiquiatria

Objetivo:
Auxiliar o médico que faz atendimento primário a reconhecer, orientar e tratar a
intoxicação aguda e a síndrome de abstinência do álcool. Avaliar os casos onde
há necessidade de encaminhar ao serviço especializado o usuário com abuso
ou dependência de álcool.

O álcool é fator causal de cerca de 60 doenças e contribui como cofator em outras 200 doenças.

A injúria orgânica pelo uso crônico do etanol também pode ser relacionada à deficiência nutricional como: déficit de vitaminas, em especial a deficiência das vitaminas do complexo B e deficiência de metionina-colina.

 Principais complicações clínicas do uso abusivo de etanol:

1) Fígado: esteatose hepática, hepatite alcoólica, cirrose hepática e risco para carcinoma hepatocelular.

2) Pâncreas: pancreatite crônica, risco para adenocarcinoma pancreático.

3) Vias aéreas superiores: risco para carcinoma epidermóide.

4) Esôfago: esofagite de refluxo, risco para câncer de esôfago.

5) Estômago: gastrite erosiva, risco para adenocarcinoma gástrico.

5) Intestino: diarréia crônica.

6) Cardiovascular: miocardiopatia dilatada alcoólica, arritmias cardíacas, hipertensão arterial, risco para insuficiência coranariana.

7) Dermatológico: pelagra, risco para infecções fúngicas.

8) Sistema nervoso central e periférico: Síndrome de Wernike-Korsakoff, polineuropatia periférica motora e sensitiva, disfunção autonômica, síndrome cerebelar.

9) Psiquiátrico: Depressão, ansiedade, sintomas psicóticos (como complicações do alcoolismo). As doenças psiquiátricas também podem estar correlacionadas com o alcoolismo e ser causa de uso abusivo de etanol.

10) Endocrinológico: infertilidade masculina e feminina, diminuição de hormônios masculinos e femininos, acarretando impotência sexual e alterações no ciclo menstrual.

11) Síndrome alcoólico fetal (contemplada na pergunta número 09).

12) Infectologia: o álcool é imunodepressor e fator de risco para infecções bacterianas (pneumonia, tuberculose) e virais (Hepatites B e C, HIV).

Anexos: questionários que poderão ser utilizados pelos médicos para investigação dos pacientes. 

A) CAGE – 1º questionário

Códigos: 0- não 1- sim

1) Alguma vez o(a) sr(a). sentiu que deveria diminuir a quantidade de bebida ou parar de beber?

2) As pessoas o(a) aborrecem por que criticam seu modo de beber?

3) O(a) sr(a) sente-se ocupado(a) (chateado consigo mesmo) pela maneira que costuma beber?

4) O(A) sr(a) costuma beber pela manhã para diminuir o nervosismo ou a ressaca?

Resultado: A  resposta afirmativa em duas ou mais é um indicativo diagnóstico de dependência do álcool.

 

B) AUDIT – 2º questionário

Teste para Identificação de Problemas Relacionados ao Uso de Álcool Orientação para o início da entrevista:

“Agora vou fazer algumas perguntas sobre seu consumo de álcool ao longo dos últimos 12 meses”.

 1. Com que freqüência você consome bebidas alcoólicas?

(0) Nunca [vá para as questões 9-10] (1) Mensalmente ou menos (2) De 2 a 4 vezes por mês (3) De 2 a 3 vezes por semana (4) 4 ou mais vezes por semana

2. Quantas doses alcoólicas você consome tipicamente ao beber? (0) 0 ou 1 (1) 2 ou 3 (2) 4 ou 5 (3) 6 ou 7 (4) 8 ou mais

3. Com que frequência você consome cinco ou mais doses de uma vez? (0) Nunca (1) Menos do que uma vez ao mês (2) Mensalmente (3) Semanalmente (4) Todos ou quase todos os dias.

Se a soma das questões 2 e 3 for 0, avance para as questões 9 e 10

4. Quantas vezes ao longo dos últimos 12 meses você achou que não conseguiria parar de beber uma vez tendo começado?  (0) Nunca (1) Menos do que uma vez ao mês (2) Mensalmente (3) Semanalmente (4) Todos ou quase todos os dias

5. Quantas vezes ao longo dos últimos 12 meses você, por causa do álcool, não conseguiu fazer o que era esperado de você? (0) Nunca (1) Menos do que uma vez ao mês (2) Mensalmente (3) Semanalmente (4) Todos ou quase todos os dias

6. Quantas vezes ao longo dos últimos 12 meses você precisou beber pela manhã para poder se sentir bem ao longo do dia após ter bebido bastante no dia anterior? (0) Nunca (1) Menos do que uma vez ao mês (2) Mensalmente (3)semanalmente(4) Todo ou quase todos os dias

7. Quantas vezes ao longo dos últimos 12 meses você se sentiu culpado ou com remorso depois de ter bebido?(0) Nunca (1) Menos do que uma vez ao mês (2) Mensalmente (3) Semanalmente (4) Todos ou quase todos os dias

8. Quantas vezes ao longo dos últimos 12 meses você foi incapaz de lembrar o que aconteceu devido à bebida? 0) Nunca (1) Menos do que uma vez ao mês (2) Mensalmente (3) Semanalmente (4) Todos ou quase todos os dias

9. Você já causou ferimentos ou prejuízos a você mesmo ou a outra pessoa após ter bebido? (0) Não (2) Sim, mas não nos últimos 12 meses (4) Sim, nos últimos 12 meses

10. Algum parente, amigo ou médico já se preocupou com o fato de você beber ou sugeriu que você parasse? (0) Não (2) Sim, mas não nos últimos 12 meses (4) Sim, nos últimos 12 meses

Se igual ou maior que 8 indica uso nocivo.

Se maior que 13 em mulheres ou maior que 15 em homens, dependência.

 

C) SADD – 3º questionário

 Instruções

 1. As seguintes perguntas dizem respeito a uma série de fatores relacionados com o consumo de bebidas alcoólicas. Por favor, leia cuidadosamente cada pergunta.

2. Responda as questões tendo em vista a época em que você estava bebendo.

3. Responda cada pergunta assinalando a resposta que lhe pareça mais apropriada.

4. Se você tiver alguma dificuldade peça ajuda.

5. Responda a todas as perguntas:   Nunca – poucas vezes – muitas vezes – sempre

1. Você acha difícil tirar o pensamento de beber da cabeça? ( ) ( ) ( ) ( )

2. Acontece de você deixar de comer por causa de bebida? ( ) ( ) ( ) ( )

3. Você planeja seu dia em função da bebida? ( ) ( ) ( ) ( )

4. Você bebe em qualquer horário (manhã, tarde e/ou noite)? ( ) ( ) ( ) ( )

5. Na falta de sua bebida preferida você toma qualquer outra? ( ) ( ) ( ) ( )

6. Acontece de você beber sem levar em conta os compromissos que tenha depois ? ( ) ( ) ( ) ( )

7. Você acha que o quanto você bebe chega a lhe prejudicar? ( ) ( ) ( ) ( )

9. Você tenta se controlar (tenta deixar de beber)? ( ) ( ) ( ) ( )

10. Na manhã seguinte a uma noite em que tenha bebido muito, você precisa beber para se sentir melhor? ( ) ( ) ( ) ( )

11. Você acorda com tremores nas mãos na manhã seguinte a uma noite em que tenha bebido muito? ( ) ( ) ( ) ( )

12. Depois de ter bebido muito, você levanta com náuseas ou vômitos? ( ) ( ) ( ) ( )

13. Na manhã seguinte a uma noite em que tenha bebido muito, você levanta não querendo ver ninguém na sua frente? ( ) ( ) ( ) ( )

14. Depois de ter bebido muito, você vê coisas que mais tarde percebe que eram imaginação sua? ( ) ( ) ( ) ( )

15. Você se esquece do que aconteceu enquanto esteve bebendo? () () () ()

Resultado:

Para nunca atribui-se o valor zero. Para poucas vezes 1, para muitas vezes 2 e para sempre 3. De acordo com o total de pontos obtidos o paciente é assim classificado: de 1 a 9 pontos, dependência leve;

de 10 a 19, dependência moderada ;  + do que 20, dependência grave.

O diagnóstico precoce da utilização de álcool melhora o prognóstico do paciente, devendo-se estimular a abstinência ou uso de consumo razoável no caso de padrão nocivo de consumo e encaminhar para tratamento específico os pacientes diagnosticados como dependente de álcool.

Os sinais e sintomas de intoxicação aguda/abuso de álcool variam de acordo com a alcoolemia (presença de álcool no sangue).

Há evidências de que os fatores genéticos tenham papel no uso crônico do álcool?

O alcoolismo é uma doença complexa que envolve fatores genéticos, ambientais e uso de álcool.

Existe um substancial componente hereditário como fator de risco à dependência do álcool, sendo essa herança polimorfa, podendo alterar metabolismo, mecanismos de recompensa, cognição, dificuldade de adaptação a situações de estresse, regulação da emoção e plasticidade neuronal.

Recentes progressos em genômica têm identificado um grande número de genes candidatos potenciais a influenciar o comportamento de beber e o alcoolismo.

O verdadeiro papel da genética no uso abusivo de álcool ainda não está completamente definido, pois o alcoolismo é uma doença complexa que também envolve fatores ambientais. O profissional de saúde necessita investigar a história familiar de alcoolismo.

 Ainda não existem evidências para orientação segura aos familiares de alcoolistas, porém sempre devem ser alertados para o maior risco de desenvolverem a dependência ao álcool.

Fonte: http://www.uniad.org.br/desenvolvimento/images/stories/DIRETRIZES/Diretriz_lcool_verso_final_janeiro_2012.pdf